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sábado, 5 de setembro de 2015
sexta-feira, 12 de junho de 2015
Amazônia Legal terá passagens aéreas subsidiadas, diz ministro da Aviação Civil
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| Eliseu Padilha afirmou que Amazônia Legal também terá condições diferenciadas. (Foto: Divulgação/SAC) |
A região da Amazônia Legal será a primeira a receber subsídios do governo para tarifas e passagens aéreas. A medida faz parte de um programa voltado para a aviação regional, e segundo o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, o incentivo deve ser iniciado no segundo semestre.
Além de ser a primeira, a Amazônia Legal terá também condições diferenciadas. “Não vai ter os limites que teremos nas outras regiões, não está limitado a 60 lugares [subsidiados por aeronave]. Lá, pode chegar até a aeronave inteira, se ela tiver até 120 lugares”, disse ele.
Serão priorizados aeroportos que devido à falta de voos regulares corriam o risco de deixar de operar na região. “A decisão da presidenta é que comece lá. Nós estamos selecionando, já conversamos internamente com a Anac [Agência Nacional de Aviação Civil] e com a Infraero [Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária] para começarmos [entendimentos] com as empresas aéreas”, disse o ministro.
As declarações foram dadas durante audiência pública na quarta-feira (10/06), na Câmara dos Deputados, convocada pelas comissões de Turismo e de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia.
Aviação Regional
O Programa de Aviação Regional foi criado em 2012 para conectar e levar desenvolvimento a lugares mais distantes dos grandes centros. O programa pretende investir na construção ou reforma de 270 aeroportos espalhados pelo país. A previsão de investimento é de mais de R$ 7 bilhões.
Além de dados sobre a malha regional, o ministro Padilha apresentou também dados sobre o Programa de Investimento em Logística (PIL), anunciado na terça-feira pelo governo federal. A previsão é que os leilões dos terminais de Fortaleza, Salvador, Florianópolis e Porto Alegre ocorram a partir do primeiro trimestre de 2016. O governo prevê investimentos de R$ 8,5 bilhões nos quatro empreendimentos.
terça-feira, 19 de maio de 2015
Aviação na Amazônia: uma questão social
Por Eliseu Padilha
Tornar gente satisfeita é o nosso negócio. E a aviação civil tem importante papel social a desempenhar junto ao povo brasileiro. E, quando o assunto é o povo que vive na região da maior floresta tropical do mundo, a Amazônia, temos que utilizar a aviação como ferramenta de promoção de igualdade de direitos, como a saúde, a educação e a inclusão social.
Na Amazônia, onde deslocamentos são medidos por horas de voo ou dias de barco, a disponibilidade do meio de transporte pode significar viver ou morrer. Hoje, o transporte aquaviário é o jeito mais acessível – e quase exclusivo – para seus 25 milhões de habitantes. Lá está a maior bacia hidrográfica do mundo, com cerca de um quinto do volume total de água doce do planeta. São 40 mil quilômetros de rios com superfícies negras ou barrentas. É natural que as águas e os barcos comandem a vida, mas não que selem a sorte de quem necessita de transporte rápido. Está na hora do século 21 chegar à região com todas as suas possibilidades. A vida pede mudanças.
E, para transformar essa realidade e proporcionar alternativas ao cidadão na hora de decidir como se deslocar, o Governo Federal vai investir, nos próximos anos, R$ 2 bilhões na construção ou reforma de 80 aeroportos regionais, nos oito estados distribuídos pelos 5,2 milhões de quilômetros quadrados da Amazônia Legal. A modernidade chegou parcialmente na região e é por isso que pessoas como o professor Dalcides Santana, de 45 anos, sofrem quando precisam de serviços disponíveis apenas em cidades vizinhas. Dalcides é obrigado a enfrentar duas longas viagens de barco por mês para se tratar de um problema cardíaco em Belém.
Acesso à internet e smartphone o educador tem – nos mandou sua foto por whatsapp –, mas, para conservar sua saúde, chega a gastar 17h viajando de barco. Ele tem duas opções para ir de Portel, onde mora, na Ilha de Marajó, até a capital paraense. A mais rápida vai de lancha até Breves, de lá toma outro barco até a capital e gasta 7h e R$ 135; pela demorada ele gasta 17h e, além dos R$ 135, mais R$ 90 pelo conforto de uma rede ou R$ 130 se escolher uma cama.
Em breve, Dalcides poderá viajar de Marajó a Belém em meia hora, confortavelmente, pagando menos do que hoje gasta para viajar de barco. Nosso Programa de Desenvolvimento da Aviação Regional prevê a construção de um aeroporto na Ilha de Marajó. Além disso, as passagens para voos regionais, atualmente 31% mais caras por quilômetro do que voos entre capitais, serão, em grande parte, subsidiadas pelo governo federal.
O terminal de Marajó está entre os 80 aeroportos que vão receber investimentos na Amazônia Legal. Foram escolhidos estrategicamente por meio de estudos socioeconômicos. O programa pretende deixar 96% da população brasileira próximos de um terminal. As primeiras licitações devem ser lançadas no segundo semestre deste ano. Do total, nove serão construídos do zero. São eles: Codajás (AM), Jutaí (AM), Maraã (AM), Uarini (AM), Cametá (PA), Ilha de Marajó (PA), Bonfim (RR), Rorainópolis (RR) e Mateiros (TO).
Caros Dalcides e demais moradores que cuidam de uma das nossas maiores riquezas, a Floresta Amazônica: estamos com os olhos e ações voltados para vocês. A aviação regular vai chegar aí estruturada e moderna. E aonde ela chega, opera milagres. Foi assim quando contribuiu para aumentar o número de transplantes de órgãos realizados no país. O acordo de cooperação técnica assinado em dezembro 2013 entre Secretaria de Aviação Civil, Ministério da Saúde, companhias e agentes do setor aéreo, para agilizar o embarque do material que se perde caso não seja transportado rapidamente, aumentou em 18% o número de órgãos transplantados já nos primeiros meses de 2014.
Portanto, bravo povo do Norte do Brasil, em breve as distâncias serão encurtadas, oportunidades serão geradas e suas vidas terão maiores garantias e serão melhoradas. O Governo Federal está desenvolvendo seu Projeto de Aeroportos Regionais para garantir a Aviação Civil com regularidade e qualidade para toda a Amazônia Legal.
Fonte Revista 29 horas - www.29horas.com.br
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